sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

**LINDO DIA 15/01/2011...é o que te desejo, a minha maneira


Uns dias no silêncio foram o bastante para a tomada de consciência de que nosso célebro é dinâmico. Nós temos que moldá-lo conscientemente, pois se não o fizermos aqueles sentimentos que temos arraigados em nosso inconsciente tomam a frente e surge o medo, nosso maior inimigo.

Temos que ensinar nosso célebro a funcionar de forma a valorizar nossa auto-estima.

Um bom começo é ao despertarmos para mais um dia dar uma boa espreguiçada, agradecer por mais esta oportunidade e fazer vir o som de nossa Alma gritando : eu me amo.

Quando somos dotados de uma boa dose de auto-estima, somos mais ousados, mais corajosos, temos uma vontade de crescimento bem dosada, conhecemos nossos limites e sabemos respeitá-los.

Auto-estima o é o respeito por si mesmo, a sensação do próprio valor. Quando alguém a sente no fundo de seu ser, alegra-se por ser quem é. Aquele cuja auto-estima é elevada não perde tempo em impressionar os demais: sabe que tem valor.

Tenha sempre em mente que o Tempo não se domina, portanto não adianta querer lutar contra ele.
Está na tua escolha decidir se o que tem maior valor é a tua pele que vai se enrugar, teu cabelo que se tornará branco e ralo, ou dar o devido valor a tua Essência que não tem idade.

Walkyria Garcia

**LINDO DIA 07/01/2011...é o que te desejo, a minha maneira


Pesando aqui...
Bom demais eu ser LIVRE para fazer minhas escolhas.

Injustiças acontecem a todos nós. Não há um Ser humano que não se sentiu injustiçado.
E quando isto acontece podemos escolher nos agarrarmos à dor e ficarmos amargos, ou nos livramos das mágoas e dores do passado, agradecendo o aprendizado e “tchau belo”, chega, agora eu quero e vou ser feliz!

Agora, se deixarmos mágoas e amarguras criarem raízes, estas irão se espalhar como metástases de um câncer mal curado. Raízes de mágoas e amarguras darão sempre frutos amargos.

Aprendi que não faz sentido eu ficar me sentindo mal por causa de alguma coisa que alguém me fez.
Isso é literalmente entregar a jóia para o bandido.

Cultivar estas raízes amargas, fará com que meu viver seja sempre uma repetição de tentativas frustradas.
Sabe aquela situação onde tentei novamente e aconteceu tudo de novo?
Está na hora de arrancar as raízes, não lhe parece?

Isso de arrancar, desembaraçar-se dos nós, sair fora de situações repetitivas e com melhoras apenas temporárias e aparentes, dói?
Sim, dói!
Mas dói uma vez só.

Se em seu viver existe dilemas difíceis de lidar, peça ajuda ao Pai, mas também parta para a ação, pois Ele ajuda quem se ajuda.
Arranque a raiz da amargura, plante a muda do perdão, e siga em frente. Esteja disposto a mudar, não permitindo que os venenos de raízes do passado contaminem teu viver.
Perdoe e seja LIVRE.

Walkyria Garcia

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

**Semana com o Poeta REGINALDO HONÓRIO DA SILVA - A Arte do Saci Pererê


A ARTE DO SACI-PERERÊ
© Reginaldo Honório da Silva
O Poeta da Estrada

Lá tão longe onde o infinito e o horizonte dão as mãos
Vejo um unicórnio a galope
Correndo em direção ao sol nascente
Levando em sua reigada o Saci-Pererê
Que deixou de rodar nos moinhos de vento
E de emaranhar as crinas de vistosos eqüinos
Para trançar as crinas do unicórnio

Aqui tão perto onde o infinito e o horizonte soltam as mãos
Vejo um cavalo de ponta
Distribuindo coices ao vento
Chicoteando as ancas com o próprio rabo
E pulando como se peão tivesse em sua reigada
Mas só vê um gorro vermelho e um cachimbo
O Saci-Pererê no negrume da noite não tem cor.

Rio Claro, 10 de dezembro de 2010, às 12h35min

**LINDO DIA 06/01/2011... é o que te desejo, a minha maneira



Adoro comer queijo.
Meu filho também gosta, mas apenas de queijo fresco.
Eu não!
Gosto de queijo temperado, faixa azul, gorgonzola...
Uns com nomes esquisitos que nem sei escrever.
Mas gosto!
Ainda outro dia fui ao super mercado fazer compras.
Comprei o básico e depois fui pegando as coisas que meu filho gosta. No setor de queijo peguei o queijo fresco, e segui adiante.
Já no carro, as compras arrumadas, fiquei pensando em como mãe é boba. Primeiro pensa no filho. É sempre assim.
Tudo em nome do Amor!
Quantas coisas boas para nós mesmos deixamos de fazer em nome do Amor?
Quantos sapos engolimos, e as vezes até humilhações sofremos caladas em nome do Amor?
Esse Amor está me parecendo peixe podre: ao desembrulhar fede e quando frito faz mal.
Sacrificar-se em nome do pretenso Amor é burrice.
Sai do carro, voltei ao mercado e comprei todos os queijos de que gosto.
Ao chegar em casa meu filho viu aqueles queijos e ficou bem feliz por eu ter pensado em mim.
Foi buscar uma garrafa de vinho, me serviu e eu me lambuzei comendo os queijos.
Aprendi então que devo fazer tudo em nome do Amor, inclusive por mim.

Walkyria Garcia

**Semana com o Poeta REGINALDO HONÓRIO DA SILVA - Poema de Uma Noite de Amor


POEMA DE UMA NOITE DE AMOR
© Reginaldo Honório da Silva
O Poeta da Estrada

Ouvi a sinfonia celestial no meio da noite
No sublime instante em que beijei tua boca
E invadi tuas veredas todas
Sem pecado e sem juízo

No vazio sob os meus pés que senti
Asas de anjos me amparavam
E na lacuna que separa
O beijo do céu da boca
O coração brincava de voar
Sorria em mergulho profundo
Voltando fogueteiro rumo à lua
Girava feito pião na mão de criança
E pairava no ar feliz de morrer

Lamentável a contagem regressiva
Outorgada pela aurora boreal dos amantes
Dar a realidade de brinde no amanhecer
Embrulhada na incerteza da próxima vez
Com o laço da certeza do nunca mais.

Rio Claro, 04 de janeiro de 2011, às 10h00min.

**Semana com o Poeta REGINALDO HONÓRIO DA SILVA - Sílabas por Letra



SÍLABAS POR LETRA
© Reginaldo Honório da Silva

Sílaba por sílaba
Desenho as letras do meu destino
Se meu ato me rende elogios, sorrio
Se por meu ato me cobram satisfações
Me retraio, me ralho e me corrijo
Mas, se a correção for impertinente
E me render outras cobranças
Satisfaço meu ego vilipendiado
Com um sorriso aparente
Expondo a cárie do dente
E faço do meu rascunho
A arte de ser quem eu sou
Um mero projeto de poeta
Desenhando letra por letra
As sílabas do meu desatino.


Rio Claro, 22 de novembro de 2010, às 22h25min.
O Poeta da Estrada

**LINDO DIA 04/01/2011...é o que te desejo, a minha maneira



No meu tempo de juventude diziam assim:
A gente nasce, cresce, faz faculdade, fica boba e casa.

Para não fugir à regra, eu fiz diferente.
Nasci, cresci, fiquei boba e casei, e depois fiz faculdade.

Já era mamãe de três lindos meninos quando finalmente fui cursar a faculdade de meus sonhos juvenis.

Minha turma tinha 90 alunos. Nem todos eram jovens, mas alguns eram de idade bem avançada.
E entre eles, em especial uma senhorinha, velhinha e enrugada. Já devia beirar seus 70 anos. Seu sorriso era lindo, algo que fazia brilhar todo o seu Ser.

Dizia ela com seu jeito brejeiro que escolhera o curso de direito por haver muitos rapazes interessantes, ao contrário de pedagogia onde a maioria eram mulheres lindas e jovens, em concorrência desleal para com ela.

Um dos rapazes, certa feita, perguntou à ela:

- Por que está na faculdade se ainda é tão menina?

Com seu jeito brincalhão respondeu:

- Para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e quando me aposentar viajar pelo mundo.

- Fala sério, respondeu nosso colega.

Então ela disse:

- Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!

Não foi uma surpresa para mim que no decurso do tempo esta senhorinha estivesse sempre cercada de amigos que ouviam extasiados suas experiências e sabedorias. Diziam todos que ela era uma máquina do tempo, e ela gostava disso.
Ela estava curtindo a vida!

Certo é que aprendemos muito de nossos mestres naqueles anos que ralamos nos bancos escolares.
Como também é certo, que aprendemos mais ainda com os ensinamentos de nossa colega que em cada oportunidade nos dizia:

"Não desistam de ter sonhos, pois se parar de sonhar morre.
Viver é um jogo de ilusões acalentadas durante o Tempo.
Nesse jogo não é possível ganhar sempre. Mas se jogar com humor, com a vontade de vencer e recomeçar, irá se manter jovem. Cada novo dia que se nos apresenta, estamos um dia mais velho.
Eu estou, você está, todos estamos.
E posso dizer que velho é aquele que desiste de jogar.
Não importa a idade que tenha, pois há muitos que estão em plena vitalidade e já morreram, e nem se deram conta.
Da morte, não tenham medo. Só tem medo da morte quem tem remorso de jogos que não jogaram."

E foi assim que os mestres me tornaram advogada e esta minha colega de turma me ensinou a ser uma Rainha Menina.

Walkyria Garcia